1. Visão geral
A Transcapixaba Hike and Fly é uma aventura de caminhada e parapente. Em 2022, uma rota foi aberta pelo atleta Lucas Porto — a primeira travessia de Hike and Fly do Espírito Santo, de norte a sul, com 665 km percorridos. Percebendo o potencial da rota, ela foi transformada em competição e chega até você, atleta, que está lendo este regulamento.
A corrida é inspirada no famoso X-Alps e adaptada ao Espírito Santo, estado conhecido mundialmente no cenário do voo livre. Os pilotos que sonhavam em viver esse tipo de corrida finalmente poderão realizar seu sonho, numa travessia caminhando e voando.
2. Calendário de corrida
13 dias: de 13 a 26 de julho de 2026.
- 13/07/2026, 14h — Conferência de equipamentos, assinatura dos termos de responsabilidade e retirada dos kits.
- 13/07/2026, 16h — Abertura da Transcapixaba H&F 2026 com equipes, convidados e autoridades.
- 13/07/2026, 17h — Briefing de segurança (OBRIGATÓRIO para atletas e suas equipes).
- 14/07/2026, 7h — Concentração para a largada; 9h — largada da Transcapixaba H&F Full Edition 2026; 19h — parada do dia 1.
- 15 a 24/07/2026 — Janela de competição diária das 6h às 19h.
- 25/07/2026, das 6h às 15h — Janela de competição do último dia.
- 25/07/2026, 18h — Cerimônia de premiação.
Os horários podem ser modificados até a data da largada e serão comunicados previamente. A corrida é interrompida à noite entre as 19h e as 6h. Os pilotos devem ser acompanhados por um assistente/apoiador (OBRIGATÓRIO).
3. Organização
3.1. Organização e direção de prova
- Organizador: Fly Brasil Adventure — CNPJ 30.050.224/0001-79.
- Diretor de Prova: Lucas Porto.
- Diretora Geral: Micheli Sossai.
- Juiz de Prova: Zenilson Rocha.
3.2. Comissão de prova
O Diretor de Prova, o Juiz de Prova e a Diretora Geral constituem a comissão de prova. Esta comissão decidirá sobre quaisquer disputas entre competidores, poderá sancionar com penalidade e validar os cálculos de distância para estabelecer a classificação. A comissão reserva-se o direito de adaptar as regras se julgar necessário.
3.3. Condições de caminhada e voo
Os pilotos são os únicos responsáveis por tomar as decisões necessárias quanto à escolha das rotas de caminhada e voo; a análise e a antecipação das mudanças de terreno e condições climáticas devem ser uma preocupação constante.
3.4. Adiamento ou cancelamento
Se as condições meteorológicas parecerem particularmente desfavoráveis, a comissão de prova reserva-se o direito de adiar o início da competição ou interromper a corrida a qualquer momento. Nesse caso, os pilotos serão avisados por SMS/WhatsApp ou telefonema.
4. Piloto
4.1. Condições gerais de participação
- Ter pelo menos 18 anos.
- Ser membro de uma Confederação Nacional de parapente, comprovando filiação e nível pela carteira.
- Ter no mínimo Nível 3 (CBVL) / IPPI 4. Para casos específicos de pilotos com nivelamento inferior, mas que já participaram de uma das três edições anteriores, pode ser entregue carta de solicitação com histórico em Hike and Fly e voo livre, a ser analisada pela comissão organizadora.
- Plano de saúde válido durante todo o período da corrida.
- Atestado médico específico para corrida/trekking e parapente com idade inferior a 12 meses.
- SIV realizado nos últimos 12 meses (com vela de mesma homologação) ou nos últimos 6 meses (com vela de outra homologação).
- Curso de primeiros socorros realizado nos últimos 12 meses.
5. Registro e confirmação
5.1. Cadastro
- Inscrições abertas de 05/01/2026 a 15/02/2026.
- É solicitado o envio de currículo esportivo e foto para divulgação no site e nas redes sociais, caso o piloto seja selecionado.
- A confirmação de participação é enviada em fevereiro por e-mail, com os dados bancários para a transferência da taxa e o pedido de documentos. Após o pagamento, o atleta é confirmado. Vagas remanescentes poderão ser preenchidas posteriormente, conforme necessidade da organização.
- A lista de participantes é divulgada no site e nas redes sociais.
- A organização selecionará no máximo 40 pilotos — número total a critério do organizador, de acordo com a demanda.
5.2. Seleção
Os pilotos serão selecionados avaliando experiências de Hike and Fly, montanhismo, ultramaratonas, voos homologados, habilidades e treinos habituais. Em caso de empate, prevalece a ordem de inscrição. A seleção é estritamente a critério do organizador, que pode recusar inscrições caso o piloto não cumpra os requisitos de segurança, não apresente algum documento ou tenha comportamento inadequado para este tipo de prova.
5.3. Taxa de inscrição
- Após a confirmação, cada piloto paga a taxa da edição 2026 de R$ 1.400,00 e fornece todos os documentos necessários.
- Atletas que já participaram de edições anteriores têm R$ 200,00 de desconto por edição.
- Pagamento até 15 de março de 2026. A vaga é confirmada mediante o pagamento.
- Custos de transferência/cartão por conta do piloto.
- Desistências após 30 de abril de 2026 não são reembolsadas.
5.4. Termo de responsabilidade e cessão de imagem
É imprescindível que cada piloto assine o termo de responsabilidade fornecido pela organização. O suportter oficial também assinará um termo firmando seu compromisso com o atleta e a organização. A inscrição autoriza automaticamente o uso pela organização de imagens dos atletas em redes sociais, filmes, reportagens, artigos e fins comerciais.
5.5. Doping
Como todos os outros esportes, estamos sujeitos às leis e regras de combate ao doping: o uso de drogas é estritamente proibido, exceto sob prescrições específicas, comprovadas e justificadas por médico ou instituto médico.
6. Competição
6.1. Regras da corrida
- Os pilotos devem levar sempre o equipamento de voo completo descrito no item 7.
- É permitido apenas um conjunto de equipamentos para os 12 dias de prova. Trocas só com autorização do diretor/comissão em caso de dano.
- O piloto deve voar em condições adequadas ao seu nível e experiência. É responsável por suas escolhas e se compromete a não se expor a nenhum perigo.
- Os pilotos só podem se locomover a pé ou de parapente. Qualquer outra forma de movimento é proibida (natação, escalada, bicicleta, carro…).
- Regra de corte: após a chegada do primeiro colocado, ao final da janela de prova do dia seguinte o atleta em último lugar é cortado da competição, e assim sucessivamente.
- Só podem ser utilizados caminhos autorizados para caminhantes. Cumes íngremes que exijam equipamentos específicos de escalada são proibidos.
- Túneis rodoviários proibidos para pedestres não podem ser usados. Túneis pequenos (viadutos com menos de 200 m) são permitidos, salvo proibição local.
6.2. Regras de voo
- Todos os pilotos devem respeitar as Regras de Espaço Aéreo vigentes no Brasil. A altitude é verificada pelo sistema de rastreamento; violação de espaço aéreo controlado resulta em penalização imediata e perda do dia de prova.
- Qualquer atleta que viole as regras assume total responsabilidade pelas consequências legais.
- Todos devem respeitar também as zonas proibidas definidas pela organização.
- Decolar com parapente molhado ou sob chuva resulta em desclassificação.
- Voar na chuva é proibido. O piloto que se vir na chuva deve fazer todo o esforço para pousar com segurança o mais rápido possível ou sair da zona de chuva, mesmo que isso prejudique o progresso na corrida. A penalidade pode variar até a desclassificação.
- O piloto deve ser capaz de fornecer registro de GPS de todos os seus movimentos, em voo e em solo. A ausência ou falha do registro pode resultar em penalidades até desclassificação.
- O Diretor de Prova e o Juiz de Prova podem proibir voos em todo o percurso por período específico, conforme previsão do tempo, comunicando aos pilotos e assistentes com pelo menos uma hora de antecedência.
6.3. Aplicação de penalidades
- A comissão de prova ajusta as penalidades conforme a gravidade e as intenções subjacentes.
- Penalidades podem ser aplicadas se a conduta do piloto for considerada perigosa (vento forte, trovoadas etc.), durante ou após a corrida.
- Piloto e suportter podem apresentar evidências (fotos, vídeos) que comprovem não ter havido violação.
- As penalidades definem tempo de parada do piloto, aplicado imediatamente ou posteriormente. O não cumprimento resulta em desclassificação.
- Qualquer piloto flagrado ou suspeito de trapaça pode ser penalizado ou desclassificado.
6.4. Voo em equipe
É proibido voar em equipe planejada e organizada por pilotos não participantes do evento, incluindo torcedores. Atletas que violarem podem ser desclassificados.
7. Equipamento
7.1. Equipamento obrigatório para voar
Todos os equipamentos serão verificados e pesados antes do briefing. Os controles podem ser feitos na rota com base na verificação inicial. Todo equipamento de voo deve ser certificado e estar em bom estado. O piloto deve sempre portar:
- Parapente;
- Selete com protetor;
- Pára-quedas de emergência;
- Capacete homologado — obrigatório durante todas as fases do voo (recomendado atender à norma EN966);
- Celular com número oficial de contato, carregado e ligado o tempo todo;
- Rastreador via satélite (Garmin, Spot ou outro) — link compartilhado com a organização. Cada piloto carrega o seu dispositivo e é responsável por mantê-lo carregado e funcionando. Defeitos devem ser reportados imediatamente, com comprovação por tracklog alternativo. A não utilização ou falta de tracklog adequado resulta em desclassificação;
- Dispositivo GPS (próprio piloto, backup para tracklog, especialmente em turnpoints aéreos);
- Rádio de comunicação (principalmente em voo);
- Lanterna;
- Sinalizador noturno (obrigatório nas caminhadas noturnas);
- Kit de primeiros socorros com cobertor de emergência, anti-histamínico, apito e bandagem elástica adesiva.
Todo este equipamento deve estar em posse do piloto em tempo integral durante a competição. A comissão pode inspecionar a qualquer momento — falta de item resulta em desclassificação.
7.2. Equipamento recomendado para o hike
Capa de chuva, bastões de trekking, roupas adequadas, bússola, faca e protetor solar.
7.3. Rastreador
- O rastreador permite acompanhamento em tempo real, mas não constitui prova do percurso realizado.
- Horário de corrida — 6h às 19h: manter o rastreador ligado.
- Descanso noturno — 19h às 6h: parar a corrida e carregar o instrumento. O piloto deve reativar o rastreador dentro de 200 m do último breakpoint do dia anterior.
- Iniciar, parar e recarregar o rastreador é responsabilidade do piloto.
- O uso indevido pode resultar em penalidades.
8. Segurança
8.1. Kit de emergência
A equipe do atleta deve sempre ter um kit de emergência composto por cobertor de emergência, anti-histamínico, apito, bandagem elástica adesiva para curativos de emergência e demais itens de primeiros socorros.
8.2. Relatório de localização e de segurança
- Todos os pilotos devem comunicar sua localização — diretamente ou pelo assistente — via SMS/WhatsApp em até 30 minutos após o final do dia de competição. A ausência do relatório é infração grave e resulta em desqualificação.
- Ao final do dia, a equipe deve reportar por escrito (WhatsApp) ao Diretor ou ao Juiz de Prova qualquer incidente/acidente com o piloto ou sua equipe, para que medidas de controle sejam aplicadas.
8.3. Retirada do piloto
Caso pretenda desistir, o piloto deve informar imediatamente a organização, que o retirará da lista e interromperá sua prova no ponto da notificação.
8.4. Tempo de corrida e descanso noturno
Os pilotos podem voar entre as 6h e o horário do pôr do sol (definido e comunicado no briefing). Devem parar a prova entre 19h e 6h. O rastreador permite acompanhamento em tempo real.
8.5. Emergência
Ao chegar ao solo, o piloto deve recolher imediatamente seu parapente. Parapente não recolhido significa: «preciso de socorro». Pilotos voando próximos devem prestar socorro — a comissão concede pontos bônus para quem o fizer.
Em caso de acidente:
- Passo 1: chamar diretamente o SAMU pelo telefone 192.
- Passo 2: piloto ou assistente informa a organização o quanto antes. O médico pode decidir parar um piloto sem capacidade física para continuar.
9. Assistentes/apoios
9.1. Assistente
Cada piloto deve ter pelo menos um assistente com carro de apoio. O piloto não pode trocar de assistente durante a prova, exceto com aprovação do diretor/comissão. Cada assistente apoia apenas um piloto durante a corrida.
9.2. Funções e tarefas
O assistente dá suporte à logística e estratégia da corrida — não pode transportar o equipamento do piloto. É o elo entre a comissão e o piloto, informando regularmente sua posição e condição e fornecendo imagens/informações para o site e as mídias sociais. Aciona o resgate em caso de dificuldade. Além do suporte durante a corrida, é responsável por dar assistência ao atleta em caso de incidentes que o afastem da prova e em caso de hospitalização.
9.3. Disponibilidade
O assistente deve ser contactável 24 horas por celular.
9.4. Mídias, vídeos e fotos
Assistente e/ou piloto devem enviar diariamente à organização uma notícia em forma de vídeo relatando os bastidores da equipe, mais ao menos 2 fotos. Pode ser enviada via WhatsApp ou e-mail. O não envio de pelo menos uma imagem diária acarreta penalização da equipe.
10. A competição
10.1. A corrida
A corrida é feita andando ou voando, passando pelos turnpoints na ordem definida.
10.2. Os turnpoints
- Devem ser alcançados a pé, exceto os pontos que permitam passagem aérea.
- No turnpoint, os pilotos precisam assinar uma placa dedicada para "TURNPOINT VÁLIDO", exceto turnpoints aéreos, verificados por rastreador ou GPS do piloto.
- Para validar o final da corrida, o piloto deve passar pelo pórtico de chegada. Vence quem passar pelo pórtico primeiro.
- A rota oficial será publicada no site e nas mídias sociais até 10 de maio de 2026; as cidades por onde passa já estão disponíveis.
10.3. Classificação e premiação
- Em caso de turnpoint não validado, o percurso é considerado até o último turnpoint validado.
- A classificação é por ordem de chegada — vence o atleta que completar o percurso mais rápido.
- Se ninguém terminar todo o percurso, a classificação é baseada na distância restante até a meta (medida no ponto onde o piloto se encontra no prazo, em terra ou no ar).
- Se todos os atletas terminarem antes do prazo final (25/07/2026), a cerimônia de premiação e encerramento poderá ser adiantada, com comunicação prévia.
- Pódio geral com os cinco primeiros atletas.
- A premiação inclui medalhas de participação para todos os atletas, troféu e brindes para os cinco primeiros e valores em dinheiro para os três primeiros colocados.
- Só receberá a premiação em dinheiro o atleta presente na cerimônia de premiação.
11. Protesto
No ato da inscrição, os pilotos conhecerão os membros da comissão de protesto — três pilotos escolhidos pela organização. Esta comissão é soberana e decide pela execução ou não do objeto protestado. Pilotos que se julguem prejudicados por outros pilotos, ou pelo regulamento vigente, podem apresentar protesto no prazo máximo de 30 minutos após a divulgação oficial do resultado provisório.
12. Disposições gerais
- 12.1 — No ato da inscrição, os pilotos devem ter verificado e solicitado informações referentes à classificação EN/DHV do equipamento.
- 12.2 — A organização reserva-se o direito de excluir qualquer participante que interfira no bom andamento da competição.
- 12.3 — Os participantes devem respeitar os horários estabelecidos.
- 12.4 — O adiamento do evento por condição climática pode ocorrer até 3 dias antes do credenciamento, na semana que antecede o evento, ficando remarcado para nova data informada pela organização.
- 12.5 — Em caso de adiamento da etapa, a organização escolherá nova data, cabendo aos inscritos manter ou desistir da participação, tendo a vaga mantida ou repassada.
- 12.6 — Em caso de desistência e não participação no evento, o piloto deve comunicar a organização por mensagem de texto ou e-mail.
- 12.7 — Todos os pilotos devem entregar à organização, ao final da competição, 2 min de imagens em vídeo.
- 12.8 — Respeito ao meio ambiente: cada piloto e assistente comprometem-se a não deixar rastros de sua passagem e a respeitar o meio ambiente.